O artista

O artista tem papel fundamental para a construção da cultura e do entretenimento, e por vezes exerce papel terapêutico ao lidar com questões psicológicas, conduzindo seu público à uma viagem no mundo das emoções, provocando uma tempestade hormonal, e até uma descarga de endorfina, o hormônio do prazer.
A música é, com certeza, algo que “escapou” do céu para nós aqui na terra. Todos tem na memória músicas que marcaram momentos na vidas, seja aquela letra que conta sua história ou aquela estrangeira que você nem sabe bem o que diz, mas basta tocar que você se emociona e a lembrança de algo marcante salta aos seus olhos e novamente um mar de reações e emoções. Alguns conhecem o amor de suas vidas em um show, outros apenas vivem o momento. Tanto profissionais da indústria fonográfica mundial, quanto amadores que fazem rodas de viola com os amigos, representam os benefícios que artistas proporcionam ao mundo.
Referencial é a ilustre história do palhaço (pagliaccio / omino di paglia, ou “homem de palha”), que remete ao homem do campo, que ao chegar na cidade grande não consegue emprego e acaba nas ruas e se torna engraçado ao revelar o ridículo que todo ser humano carrega consigo com a graça e a graciosidade de ser natural e sempre causar a alegria, é o legítimo artista de rua em uma mistura de arte e improviso. E a música está presente em tudo, inclusive nos circos.
O relato que muitas vezes não é escrito (ou lido) é sobre a vida do ser humano artista. O show termina, a apresentação encerra, as luzes se apagam. Todos voltam para suas casas em pleno estado de realização, prazer, alegria, e até cansados pela exposição ao entretenimento proporcionado pelo espetáculo. O artista porém, muitas vezes explorado, trabalhando pela sobrevivência diária, em um mundo onde sua arte é aclamada mas sua pessoa é explorada, usada e descartada. Não os grandes da mídia, que já ingressaram em um mecanismo sustentável de funcionamento. Mas sim o artista completo, talentoso, mas independente e desvalorizado pela massa de manobra. Um ser humano normal, com contas, despesas, família, exatamente igual a todos os outros, assim é o artista. O complexo procedimento de produção de um CD, composições, arranjos, repertório, revisão de arranjos, pré-produção, gravações, todos os instrumentos, vozes, mixagem, masterização, fábrica e produto, distribuição, viagens a arriscar a vida nas estradas e aviões, ficar longe da família e amigos é o preço que paga um artista por sua arte, realizando-se no bem que causa. E uma cultura amoral consome produtos ilegais, baixando arquivos ilegais, tirando xerox de um livro inteiro e “viva a pirataria”, à final, para os que cometem essas práticas ilegais é bem melhor sustentar o tráfico de drogas, e os traficantes do que a cultura e a arte.
Deus abençoe os artistas sinceros, pois a vida contempla a arte.



Jesus Cristo viveu e consumiu sua vida em função de um novo conceito de relacionamento com Deus e com as pessoas, agindo fortemente na quebra de paradigmas religiosos e da ganância humana em sua época (que não mudou muito).